sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quem mexeu no meu queijo ? Foi a tal da PAX ?

© 2009, Blog Cabala da Auto-Suficiência.
Usado com permissão.Originalmente publicado em
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A guerra é expressão de dominação. A guerra é o evento mais devastador que existe no mundo. Você aperta o botão para começar, mas não existe botão para fazer parar. E não existe guerra com freio de mão puxado, com civis poupados, com mortes cirugicamente previstas e contadas.Você não entra numa guerra calculando proporções e desproporções de forças, nem prevendo se eventualmente num bombardeio a um quartel militar de uma milícia , possam morrer 80 civis ao invés de 380. E muito menos ainda se no meio destes civis quantos serão menores de 18 anos, e quantos menores de 15, ou se morrerão 12 crianças ao invés de 26. Fica tudo mais difícil ainda quando o adversário usa crianças com estilingues e pedras em seu plano de mídia. A complicação vai aumentando quando o alvo é um grupo colocado em ilegalidade pela própria autoridade governante e esse "alvo" precisa da guerra para se legitimar e se afirmar , buscando seu posicionamento, angariando simpatizantes e financiadores. É uma variante do livro - Quem mexeu no meu queijo ? Um faz papel de malvado e o outro de bonzinho. O gato bonzinho trocou o queijo da ratoeira pelo foguete. O rato malvado morde a isca e cai na ratoeira. Cenário perfeito para a estupidez humana - ATIVADO o botão da guerra mode "ON".Todas as análises que existem na imprensa , são baseadas em critério geo-políticos. Mas vamos mudar o enfoque, buscando bem lá no passado, uma resposta para o presente. Existe uma guerra que não acabou. Uma guerra que começou entre o filho de Hagar (Ismael) e o filho de Sara (Isaque). Uma guerra que dura quatro mil anos, entre o filho da vontade de Deus (promessa), e o filho da vontade humana. Entre o filho da obediência e o filho da independência. O filho da auto-suficiência e o filho da suficiência do ALTO.Talvez não pareça, mas esse desafio ainda existe na nossa vida hoje. Parece tão fácil seguir as regras do mundo e aceitar os rumos que os outros seguem. Às vezes, uma palavra simples ou um pequeno gesto é suficiente. Outras vezes basta calar a boca e se omitir. Assim não precisamos ser diferentes dos outros. Não é necessário entrar em nenhuma briga. Podemos viver tranqüilos, tendo os mesmos amigos e a mesma posição de sempre. Mas a perspectiva de se viver uma vida tranqüila, sem conflitos, é uma perspectiva de quem não quer guerra, de quem é filho da vontade humana. Mas a instrução do ALTO deixa claro que as coisas não funcionam assim. As pessoas do mundo não vão concordar conosco e muito menos vão entender nossas escolhas. Bem ao contrário.Após a primeira guerra mundial, milhões de pessoas morreram e milhões de pessoas ficaram mutiladas. E a dor e o sofrimento fez as pessoas pensarem. Dentro desse panorama foi criada a Liga das Nações (precursora da ONU), através da boa vontade e confiança mútua surgiria essa paz idealista e as nações acatariam o decreto da paz através do respeito ao direito internacional. Menos de dez anos se passaram e surgiu a 2º guerra. Acabou o utópico idealismo e veio o sempre pragmático realismo. Muitos perguntam até hoje: Cadê a paz do mundo? Onde está a esperada paz mundial? Mas existiu um rabino ortodoxo barbudo, que andava por Jerusalém e que falou sobre a PAX ROMANA, como está escrito no livro de um biógrafo chamado Yochanan,- Eu vos dou o meu Shalom, não vos dou como o mundo vos dá Yeshua fala de uma paz que não é a PAX ROMANA!!!O império romano cumpria uma missão que acreditava ser civilizatória e expansionista. E essa missão era primordialmente etnocêntrica. Roma olhava a sociedade hebréia pelos seus parâmetros culturais. O que não era romano era exótico e inferior. A PAX ROMANA era a ideologia do domínio e da paz armada. A falsa paz. Mas no Tanach no livro de Isaías existe uma profecia sobre uma paz sólida no mundo, um shalom diferente.Será que então existe uma contradição, uma vez que Yeshua já esteve nesse mundo e a paz é um conceito que ainda não predomina?A resposta é que a paz não virá para aqueles que a recusam, mas para aqueles que a querem receber. Dentro de todo aquele que crê em Yeshua existe o Shalom! Não é só paz, mas saúde, integridade. Existe plenitude. Totalidade.Não é uma falsa paz que ignora o sofrimento alheio, mas uma paz duradoura.No seu retorno, Yeshua falou – “Shalom Aleichem!”Que a paz esteja convosco! Um trecho muito conhecido da liturgia judaica, onde o Shalom não é apenas ausência de conflito, mas trás um conceito de tranqüilidade, segurança, bem estar, saúde, sucesso. Não é apenas uma paz de duas pessoas fazendo uma saudação, mas fala em algo muito mais profundo, uma plenitude! Tanto se fala em pacificação. Pacificar a si mesmo envolve auto-conhecimento, mas não é suficiente, não basta, embora você passe a entender a si mesmo, e conseqüentemente deveria não ter mais ódio dentro de você. Para isso é necessário o alto-conhecimento. Isso mesmo, o conhecimento que vem do ALTO, que vem de D-us.Logo, temos que transferir nossa liberdade para o monarca certo. A base do contrato social explicado pelo filósofo francês iluminista do século XVIII, Jean Jacques Rousseau, é justamente isso, a transferência consensual do poder. O "Contrato Social", ao considerar que todos os homens nascem livres e iguais, encara o Estado como objeto de um contrato no qual os indivíduos não renunciam a seus direitos naturais, mas ao contrário, entram em acordo para a proteção desses direitos. Mas existe um contrato espiritual. E dele vamos falar mais tarde...
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A FESTA DO SHABAT

Escrito por Marcelo M. Guimarães
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Nosso propósito, aqui, é relatar alguns textos das Sagradas Escrituras que fazem alusão ao tema do Sábado na Bíblia, ou da guarda do Sábado. Deixaremos que o leitor tire suas próprias conclusões. Faremos o papel de um suposto promotor de justiça, com a função, simplesmente, de relatar os fatos, sem a preocupação de emitir uma sentença parcial, total, ou até mesmo uma condenação. Quanta confusão e polêmica têm ocorrido em relação à observância e à guarda do Sábado, desde a época de Yeshua. Quantas doutrinas, seitas e divergências surgiram em decorrência deste tema. Afinal, têm os judeus razão quando observam o Sábado, o dia de descanso, como um dos Dez Mandamentos do Senhor entregues a Moisés no Monte Sinai? Pode um cristão, debaixo da graça, não-judeu, guardar ou observar o Sábado? Primeiro, o que quer dizer a palavra Sábado na língua hebraica? A palavra “Shabat” significa, no hebraico, cessar, desistir, descansar. Como substantivo, quer dizer o dia da semana chamado Sábado, que é o sétimo dia. É interessante observar outras palavras no hebraico que possuem a mesma raiz “sheb ou shab”, que no alfabeto representa-se pelas letras “shin” e “bet”. Assim, a palavra “shebat” significa o número sete; “Shibim”, setenta; “shebii”, “shebua” significa período de sete, semana, ou Festa das sete semanas (Shavuot, que é a Festa de Pentecostes). O número sete, na Bíblia, aponta para algo que é perfeito, eterno, pleno, completo, absoluto. Desta raiz advém, também, a palavra “shabá”, que significa jurar, conjurar. É interessante, também, notar que, na língua hebraica, muitos antônimos são formados pelo mesmo radical. Na minha opinião, dá a entender que possa ter havido um propósito do Eterno em chamar nossa atenção para o sentido oposto. Assim, no hebraico, a palavra “shabar” significa comprar, adquirir, enquanto shabat significa descansar, parar, cessar algo que se estava fazendo; justamente o contrário de comprar, adquirir, trabalhar, verbos estes que denotam uma atividade dinâmica, e não de descanso, repouso. Ainda estudando a palavra “Shabat” no hebraico, gostaríamos de considerar, pelo menos, quatro pontos bíblicos importantes: Em primeiro lugar, Êxodo 20:8 associa a guarda do Sábado ao fato do próprio D-us ter descansado no sétimo dia, depois de seis dias de trabalho (Gn. 2: 2-3). Tudo o que D-us fez, Ele avaliou como bom, segundo o registro de Gênesis. Entretanto, somente o Sábado Ele santificou, dando a entender que tão importante quanto foi a criação do homem, é o dia de descanso, o sétimo, para o qual D-us, com certeza, tem um propósito futuro a ser revelado à humanidade. O Sábado, portanto, é um convite a regozijar-se com a criação de D-us, reconhecendo sua soberania divina. Neste dia, tranqüiliza-se a alma com momentos de oração, refletindo o significado da vida, honrando e glorificando o nome do Criador, ouvindo a Sua voz, fortalecendo-se na sua Palavra, imbuindo-se da Sua própria natureza. Em segundo lugar, observa-se, em Dt. 5:15, um motivo diferente para a guarda do Sábado, fazendo o povo hebreu lembrar-se de que foram servos na terra do Egito, e que o Senhor os tirou dali com mão poderosa. Não seria analogamente viável lembrar-se de que um dia, também, o crente em Yeshua foi escravo do sistema de pecado, vivendo aprisionado neste mundo? Terceiro, o Sábado é também um bom senso legal, concedendo um dia de descanso àqueles que trabalham durante um período consecutivo de seis dias. O livro de Êxodo 23:12 diz que “seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansará”. Seria possível associar isso com o fato registrado em I Coríntios 16:2, quando os apóstolos, no primeiro dia da semana (domingo), faziam uma coleta para os pobres de Jerusalém evitando, com isto, qualquer tipo de trabalho no Sábado?Finalmente, o Sábado é um sinal da aliança de D-us com o homem. Por inúmeras vezes, o próprio D-us tornou este sinal visível, como o arco com Noé, a circuncisão com Abraão, culminando no sangue de Yeshua - uma aliança eterna de salvação para a humanidade que nEle crer. Estamos debaixo do legalismo da Lei, ou debaixo da Graça de D-us ? A grande verdade é que todos os crentes gentílicos em Yeshua são participantes desta aliança que D-us fez com o povo de Israel. Como ramos enxertados na oliveira que é Israel (Rm. 11: 20), tem-se certos direitos. Gálatas 3:29 diz que, em Yeshua, somos descendentes de Abraão e herdeiros conforme as promessas. Em outras palavras, podemos entender que, em Yeshua, temos direito a todas as promessas desde o tempo de Abraão, lembrando-nos de que as leis de Moisés vieram somente muito tempo depois. Primeiramente, o que é legalismo? Podemos definir legalismo como sendo uma tentativa ou necessidade de manter a lei para obter o perdão para a salvação; ou tratar meramente as tradições como se fossem a verdadeira lei; ou qualquer tentativa de se manter os mandamentos ou as ordenanças de D-us. Legalismo seria o jugo que os judeus colocam mais alto e com mais elevado destaque, o que excede o próprio princípio da lei. Em outras palavras, dá-se mais importância ao jugo, à forma, ou à maneira e ao modo com que a lei é praticada do que o princípio intrínseco da lei. O judeu messiânico David Stern, em seu Livro Novo Testamento Judaico, comenta Romanos 6:14-15 usando a palavra “legalismo”. Assim, encontramos em seu livro: “Porque o pecado não terá autoridade sobre vós; porque não estais debaixo do legalismo, mas da graça. Então, a que conclusão devemos chegar? Pecaremos porque não estamos debaixo do legalismo, mas sob a graça? Jamais!” A palavra grega para lei, na versão original, é “nomos”, e não tem o significado primário de lei, mas sim de norma. Quando uma norma particular acontece de ter uma lei, então nomos pode descrever uma lei; mas não significa lei, como legislação. Significa a norma. A tradução correta seria, então: “você não está sob a norma (costume), mas sob a graça”. O legalismo, definido pelo Dr. Stern, é uma interpretação da norma então aplicada. A norma é aplicada ao mundo em geral. Porém, nós não somos deste mundo (Jo. 15:19). Assim, a norma não se aplica a nós. A norma (ou as regras) do mundo está sob juízo e condenação. A norma do mundo é pensar que se obtém o perdão dos pecados por meio de obras (o que é contradito nas Escrituras). Não estamos sob as normas do mundo, porque pertencemos ao Reino de D-us, e estamos sob a graça de Yeshua, que é exceção, e não a regra (norma). Paulo não está pregando que a Lei não se aplica, pois ela é santa, justa e boa (Rm. 7:12; II Tm. 3:16), e o conhecimento do pecado veio através da Lei. Por isso, o pecado é a transgressão da Lei. Yeshua não aboliu a Lei de Moisés, nem as outras ordenanças do Antigo Testamento “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer um que violar, pois, um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar, será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5: 17-19). “ Ensinando-as a guardar todas as coisas que os tenho ordenado” (Mateus 28:20). “ Qualquer um que comete pecado, transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” ( I João 3:4). Os textos acima são muito claros. Por outro lado, gostaria de ressaltar dizendo que todo aquele que está debaixo da graça de Yeshua, o Messias, não está debaixo da lei (Romanos 6:14). Também deve ser claro para nós que Yeshua não revogou a lei como algo mal, nocivo à humanidade. Sabemos que a Lei em si é boa, é um princípio dado por D-us, e nós devemos conhecer e entender este princípio. Por exemplo: “D-us disse: Produza a terra relva e ervas que dêem semente...” (Gn. 1:11). Ou seja, o princípio é : “a semente veio da terra, então, tudo o que a semente tem, a terra também tem. Em outras palavras, não vamos achar nenhum elemento químico numa árvore, por exemplo, que não possa ser encontrado na terra, pois a semente (árvore) veio da terra”. Vamos, agora, tecer alguns comentários importantes para um melhor entendimento do Sábado. Primeiro, aquele que estiver debaixo da graça de Yeshua não está debaixo (do jugo) da lei (Rm. 6:14). O guardar a Lei de Moisés do Antigo Testamento está relacionado com a qualidade de vida, e não com a vida eterna. Ninguém terá “novo nascimento” pelo cumprir a lei. Yeshua disse: “Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de D-us... Em verdade, em verdade, te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de D-us. (João 3:3 e 5) Quem crê no Filho (Yeshua) tem a vida eterna...” (João 3:36) “Porque D-us amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). A fé em Yeshua gera a vida eterna, não a guarda da lei. Mas, ela é importante e benéfica para a qualidade de vida física, emocional e espiritual. Ela revela o caráter do Messias, a personalidade de D-us.Segundo, é importante entender o versículo de Romanos 10:4, que diz: “Pois o fim da lei é Cristo”. Muitos pensam que Cristo acabou com a lei. A palavra “fim”, na versão original (no grego), quer dizer “telos”, e significa cumprimento, aquilo que cumpre, que se realiza, e não o final de alguma coisa. Esta palavra “telos” aparece em outras passagens bíblicas, como em Lucas 22:37 e I Timóteo 1:5, em ambos os casos no sentido de “cumprir” algo, e não de terminar ou abolir. Portanto, quando se diz que o fim da lei é Cristo, entende-se que toda a lei se cumpre em Cristo, e não que Ele acabou com ela como se ela fosse algo ruim ou alguma coisa mal feita por D-us. Por isso, Yeshua disse: “...não vim revogar a lei, mas cumprir” (Mt. 5:17). Terceiro, toda a Escritura (Antigo e Novo Testamentos) é Palavra viva de D-us, e foi inspirada pelo Espírito Santo (II Tm. 3:16). Tudo o que D-us fez é bom. Ele nunca se enganaria, na sua onisciência, criando as leis do Antigo Testamento para depois anulá-las. Assim, lembremo-nos do que já fora dito: o importante não é seguir a tradição legalista da lei, mas entender o princípio divino contido nela. Se estamos em Yeshua, guiados e cheios do Espírito dEle, entenderemos bem estas coisas e estes mistérios. Quarto, as 613 leis constantes na Torah, por exemplo, compreendem leis morais (os dez mandamentos ditados por D-us, por exemplo, que incluem a guarda do Sábado), as leis éticas (para o estilo e qualidade de vida, como as leis do que comer, o que beber, o que vestir etc.) e as leis cerimoniais (como, por exemplo, o sacrifício de animais para remissão dos pecados). Yeshua é o cordeiro de D-us, que está vivo e tira o pecado do mundo, trazendo vida eterna àquele que o recebe como Senhor e Salvador, pela fé. Não tem sentido, então, sacrificar mais cordeiro ou qualquer outro tipo de animal com este fim. Portanto, está evidente que as leis morais e éticas, se recomendadas por D-us, são boas e eficazes para quem as guarda. A lei, sem a graça de Cristo, é fardo e jugo; mas nEle, é leve e suave, pois Yeshua leva todo o peso e o jugo (Mt. 11:29-30). Quinto, a observância do sétimo dia para descansar (no sentido natural) o corpo e a alma (mente, alívio das tensões emocionais etc.), além de nos colocar, espontânea e alegremente, à disposição do Senhor para orar, adorar, alimentando nosso espírito com sua Palavra, impulsiona-nos a trabalhar na Sua obra, o que é bíblico e recomendável a todos, judeus e gentios crentes. Sexto, o fato de Yeshua ter ressuscitado e os apóstolos terem se reunido no primeiro dia da semana para distribuir os dízimos, não anulou e nem anula o dia de Sábado; tão pouco anula o princípio do descanso contido no dia de Sábado. D-us não mandou guardar qualquer dia da semana, como muitos querem e gostam de argumentar, mas Ele ordenou que fosse o sétimo. E sétimo é sétimo, não o primeiro, o segundo etc. “Por seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas, o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu D-us” (Ex. 20:9-10). D-us define o sétimo dia como Sábado. Sétimo, a observância do Sábado é citada mais de 20 vezes no Antigo Testamento, e mais de 25 vezes no Novo Testamento. Yeshua e seus discípulos observavam o Sábado e passavam grande parte deste dia reunidos nas sinagogas, estudando a Palavra. Pois a observância do Sábado era, sobretudo, para o estudo das Escrituras. Vide, por exemplo, algumas passagens como Lucas 4:16 (Yeshua tinha o costume de ensinar e estudar as Escrituras no Sábado). Yeshua ensinou, também, o verdadeiro e correto modo de guardar o Sábado, que é dedicando-se ao Senhor; trabalhando, sim, na obra de D-us (Lc. 6:6-11, Lc. 23:56 e Mt. 12:8). Estes últimos textos também falam que Yeshua é o Senhor do Sábado. Mt 2:27-28 diz que o Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado etc. A Igreja primitiva observava o Sábado, como mostrado no livro de Atos: judeus e gregos “...entrando-se na sinagoga no dia de sábado... rogavam que estas palavras fossem repetidas no dia de sábado seguinte... No sábado seguinte, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de D-us...Ora Paulo, segundo o seu costume, foi ter com eles e, por três sábados, discutiu com eles as Escrituras...E ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos...” (At. 13:14, 42, 44; 16:13; 17:2; 18:5, e outras passagens). Não temos, aqui, o propósito de fazer um estudo profundo sobre o mandamento do Sábado, senão afirmar que se trata de um dia de Festa (Lv. 23:3). Entretanto, vejamos mais alguns versículos bíblicos, agora no Antigo Testamento, para entendermos melhor sua observância. O Shabat é muito mais que um descanso para o corpo e para a alma (mente, emoções etc.), além de ser um dia, por excelência, para receber alimento do Espírito de D-us. O Shabat de D-us é um sinal (Ex. 31:13-18): “Certamente, guardareis os meus Sábados, porquanto isto é um SINAL entre mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica...”. Vejamos, o Sábado é um sinal para que se lembre da aliança que D-us havia celebrado com o homem, aqui representado pelos filhos de Israel, os judeus. Porém, em Yeshua, o muro de separação entre judeus e gentios foi quebrado, para que todos que nEle crêem possam gozar de todas as bençãos e promessas (Ef. 2:14; Gl. 3:29). O Sábado também nos lembra o milênio que há de vir, quando Yeshua reinará com sua Igreja. Sábado é dia de alegria, é dia de rejubilar-se, reconhecendo a soberania do D-us criador dos céus e da terra. Yeshua é o Senhor do Sábado, e Ele é o Rei dos Reis. Por isso, não se jejua no dia de Sábado, pois é dia de regozijo e de privilégio, por crermos num D-us único, Criador de todas as coisas. É claro, também, que não precisamos de um dia para reconhecer todas estas coisas, mas a guarda do Sábado é uma forma de homenagear o Criador e sua criação, sem legalismo algum. Se estamos em Cristo, fazemos isto por revelação, e não por jugo ou por peso da lei. Podemos comparar o Sábado com o memorial da Ceia do Senhor. Ambas as celebrações são memoriais. Uma nos lembra da morte, da ressurreição e da aliança que temos pelo sangue do Cordeiro, o Messias Yeshua; a outra, faz-nos lembrar do Criador, da criação e, profeticamente, daquilo que virá: o descanso, a vida eterna que está reservada para aqueles que crêem. O argumento muito usado de dizer que lei é para judeu, e que crente ou evangélico não tem nada a haver com ela, demonstra uma grande ignorância, comodismo espiritual, ou até mesmo um casuísmo, ao separar aquilo que é de interesse pessoal daquilo que não é. Por exemplo, a lei de observar o dízimo é do Antigo Testamento, e nem por isso ela deixou de ser guardada pelos crentes. Isso porque ela é uma benção para quem a obedece e observa. Por que ela, então, sendo lei, não vale só para os judeus? A lei da prosperidade, tão pregada nas igrejas, não seria outro bom exemplo de bençãos existentes no Antigo Testamento? Por que, então, ignorar as outras leis do Antigo Testamento? Por que há tanto desconhecimento das 613 leis de Moisés? Não foram elas, também, criadas por D-us? Será que todos entendem bem o que diz o Novo Testamento sobre a Lei? O verdadeiro cristão deve ser coerente com aquilo que prega. Não se deve desmerecer os princípios do Senhor na forma dos mandamentos ou ordenanças, só porque estão contidos no Antigo Testamento, e, por outro lado, ressaltar só aquilo que interessa ou que não nos incomoda. Por que, então, os cristãos têm que guardar o domingo, que é uma instituição papal? E será que, realmente os cristãos têm guardado o domingo, reservando este dia exclusivamente para D-us, não trabalhando e cumprindo aquilo que manda as Escrituras? Yeshua é o cumprimento de toda a lei. Se estamos nEle, podemos, alegremente, sem peso e sem imposição, cumprir com Ele, também, todos os aspectos qualitativos da Lei. A maldição está no não cumprimento da lei, não na própria lei, que é santa e boa. Lembremo-nos de que alguns ramos da oliveira (judeus) foram cortados para que os gentios fossem enxertados, tornando-se participantes da raiz e da seiva desta oliveira (Rm. 11:17). Paulo, inspirado pelo Espírito de D-us, disse: “Judeu não é aquele que foi circuncidado na carne, exteriormente. Judeu é aquele que o é interiormente, e a circuncisão a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de D-us” (Rm. 2:28-29). Se estamos em Cristo, somos livres e devemos fazer tudo por fé (Hb. 11:6) e por amor, na revelação da Palavra, nunca por imposição ou por puro e cego legalismo.__________________________www.ensinandodesiao.org.br

ISRAEL E SEUS ANTIGOS INIMIGOS, QUANDO TEREMOS PAZ?

Escrito por Marcelo M. Guimarães
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Sempre que há um novo conflito em Israel escrevemos e comentamos algo na coluna “Terra Santa”. Creio que não há muitas novidades desta vez em relação aos comentários anteriores.
Desde o dia em que Abraão dispensou seu filho Ismael e sua mãe, a escrava Agar, pelo deserto de Sur, iniciou-se um conflito entre co-sanguíneos: árabes e judeus. Os árabes, descendentes de Ismael, e os judeus, descendentes de Isaac, o filho da promessa cujos descendentes herdariam a Terra Prometida de Canaã. Podemos dizer que neste momento teve início o conflito pelas terras. Um segundo momento no qual apareceram vários inimigos contra o povo de Israel foi quando Moises recebeu a Torá no Monte Sinai das mãos de D-us, passando a ser o povo da Lei. Nesta Lei encontramos mandamentos, estatutos e ordenanças.Pronto! os povos pagãos vendo estas leis, não se agradaram nem um pouco e daí para frente a perseguição e os conflitos almentaram. Povos como os Amalequitas, os Amorreus, os Cananeus, os Heteus, os Heveus, os Jebuseus, os Periseus se tornaram arqui-inimigos de Israel. Mais tarde, os Filisteus (que habitavam na atual faixa de Gaza), os Sírios ao norte, os Babilônios (atual Iraque), os Medo Persas (Irã), os Gregos e mais tarde os Romanos dominaram aquela região estratégica para o comércio entre a Ásia e África, a região de Mediterrâneo.Cristo nasceu em pleno domínio do Império Romano naquela região. Logo no século IV d.C, a Igreja já denominada cristã, estabelecia sua sede em Roma. Os primeiros Concílios de Roma já se declaravam contrários a Israel e ao povo judeu, rompendo assim, com suas próprias raízes.Mais tarde surge a religião do profeta Maomé, que veio unir os povos árabes do oriente médio. Hoje são mais de 22 países que ocupam 99,8% das terras, sendo que o Israel atual ficou com apenas 0,8% da região, correspondendo a um pouco mais de 27 mil quilômetros quadrados, isto é, um território menor que nosso estado de Sergipe.O anti-semitismo, então, só tem crescido ao longo da história, mesmo com os judeus em diáspora por quase dois mil anos. Fatos como a Inquisição, os Pogrons soviéticos e o terrível Holocausto visavam sutilmente impedir e eliminar Israel para sempre.
Fundou-se o Estado de Israel pela Resolução 181 da ONU, a qual criava também o Estado Palestino em 1948. Esperando pela paz, de lá para cá, só se vê guerras e mais guerras entre Israel e seus vizinhos.A mídia, como sempre, só entende os aspectos econômicos, geográficos, estratégicos e sociais. Mas nunca conseguem entender os aspectos espirituais desse milenar conflito. E, se entendem, tais aspectos não são mencionados.A Bíblia nos relata que o Messias Yeshua (Jesus) estará voltando para Israel, mais especificamente, para Jerusalém, fixando seus pés no Monte das Oliveiras. O Reino Messiânico será então estabelecido. O julgamento das nações se dará após as figuras apocalípticas do Falso Profeta e do Anti-Cristo. A Bíblia também nos relata que o diabo sabe que pouco tempo lhe resta (Ap 12:12) e que a redenção e restauração de todas as coisas estão próximas como profetizado pela boca dos profetas (At 3:21). Não é tão difícil entender que, biblicamente, Israel é o cenário de toda a entrada do reino messiânico em glória, proclamando a soberania de D-us.O conflito árabe-israelense, então, se dá primeiramente no mundo espiritual e daí alcança as nações. Israel tem pago um alto preço pela sua desobediência e seu afastamento de seu chamado irrevogável divino, como nos atesta a Palavra. Sabemos que no final, Israel irá se arrepender e será salvo (Zc 12;10; Rm 11:26-28, p.ex.). Mas os princípios das dores virão. O mundo caminha para esta direção do julgamento de D-us. Afinal, já estamos vendo o início de uma grande guerra por vir: o oriente (representado pelo mundo muçulmano) e o ocidente representado pelo resto do mundo, destacando os grandes inimigos do islamismo: os judeus e os cristãos.Nós que cremos na Palavra de D-us não queremos e nem desejamos ver crianças mortas nesse conflito e tão pouco civis inocentes, tanto em Israel como no Líbano ou na Faixa de Gaza ou em qualquer outro lugar. É claro que queremos e oramos pela paz. Mas, haverá esta paz?O mundo quase todo entra em passeata, injustamente, pró Líbano e contra Israel. Mas se esquecem que os agentes deste terrorismo todo são principalmente o Irã e a Síria que apóiam o partido Hezbolá que se instalou, propositalmente e covardemente, no meio de civis inocentes no sul do Líbano. O governo enfraquecido do Líbano abre espaço e se torna passivo e conivente nesta guerrilha do Hezbolá que vem se armando há anos contra Israel. Não se fabricam 120 mil foguetes e mísseis de uma hora para outra. A milícia xiita já vem há anos recebendo tais armas do Irã, como os katyusha de pequeno alcance (22 km) até os mísseis zeizal que alcançam 200 km de distância, abrangendo todo o Estado judeu.Tais mísseis têm atingido as principais cidades civis (e não as tropas israelenses) como Nazaré, Tiberíades, Sefed, Naharya e até mesmo a grande metrópole Haifa. Israel se defende atacando as bases de lançamentos dos terroristas que se situam entre os vilarejos civis localizados ao sul do Líbano. Tanto a OLP, o Hamás, Hezbolá e outros partidos religiosos sustentados pelos Aiatolás e pela liga árabe não querem nenhum acordo de paz. Para haver paz é necessário que ambos estejam dispostos a ela. Mas, quando uma das partes, a ala terrorista, diz que deseja a destruição total de Israel (frase dita também frequentemente pelo atual presidente do Irã) e que eles sejam lançados ao mar, então, não há diálogo que gerará a desejada paz. Enquanto escrevia este artigo, recebi um email sobre uma “Fundação Libanesa pela Paz” formado por libaneses cristãos que foram expulsos de sua terra natal e que são pró-Israel. Neste artigo, milhares de libaneses cristãos estão dizendo “obrigado Israel” por livrar o Líbano do Hezbolá. Queremos um Líbano livre do fundamentalismo islâmico e queremos viver em paz e segurança com Israel.” Este artigo nos mostra que há libaneses clamando por uma libertação. São cristãos que querem expressar sua amizade com Israel e com o povo judeu. Há ainda uma esperança e os cristãos espalhados pelo resto do mundo precisam incluir este fato em suas orações.Por outro lado, Israel não pode ficar inerte quanto à defesa de seu povo e seu território. Mesmo a cidade de Nazaré de população árabe na sua maioria não foi poupada por seus compatriotas do Hezbolá. Ou seja, eles matam o seu próprio povo não só com mísseis, mas a partir do momento que eles se instalam no meio destes civis que moram no sul do país, levando todos, então, ao epicentro dos ataques mortíferos.Nesse ínterim, tentam desviar atenção do programa nuclear iraniano num momento em que os Estado Unidos estão quase conseguindo uma Resolução no Conselho de Segurança da ONU condenando os planos atômicos dos Aiatolás. As passeatas deveriam ser feitas a favor da retirada do Hezbolá do meio de civis inocentes e contra seus atos terroristas de bombardear cidades israelenses que nada tem haver com as tropas de Israel, pois são também habitadas por civis inocentes. Como, então, devemos orar por este conflito? Primeiramente, devemos orar para que o povo de Israel se arrependa e se volte para D-us. O texto registrado no livro de Deuteronômio, capítulo 30, é demasiadamente claro e atual para os dias de hoje, quando diz: “...Se te converteres ao Senhor teu Deus e obedeceres à sua voz conforme tudo o que eu te ordeno hoje... Eu te farei voltar do teu cativeiro (diáspora) e se compadecerá de ti e te tornará ajuntar-te dentre todos os povos ( hoje mais de 13 milhões, quase 80%, de judeus vivem fora de Israel),...O senhor Teu D-us te trará à terra que teus pais possuíram e as possuirás e te fará bem.. Também o Senhor circundará o teu coração (salvação) e o coração da tua descendência, afim de que ames ao Senhor Teu D-us de todo o teu coração e de toda a tua alma para que VIVAS...E o Senhor teu D-us porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, sobre aqueles que te tiverem odiado e te perseguido... Quando te converteres ao Senhor Teu D-us de todo o teu coração e de toda sua alma ( Dt 30: 2-10). Este texto está se cumprindo em nossos dias! Não que Israel mereça, mas porque o Senhor é fiel em suas palavras;Segundo, precisamos orar pelos judeus messiânicos, aqueles que têm levado de maneira peculiar e eficiente a salvação à Israel. Muitos deles são jovens crentes que estão na frente de batalha como soldados israelenses. Neste tópico devemos orar pelos libaneses cristãos;Terceiro, devemos orar pelo povo árabe também, pois o D-us de Israel os ama e tem para eles grandes promessas e bênçãos (Is 19:24-25); Quarto, devemos orar para que a Igreja de Yeshua entenda esses propósitos no mundo espiritual e cumpra seu papel em relação a Israel e as nações (pois, a Igreja cristã deveria ter um evangelismo mais efetivo e eficiente nos países do oriente, segundo o “ide”de Yeshua às nações). Quantas igrejas e quanto elas têm investido em prol da salvação de Israel? Praticamente, nada!Quinto, devemos orar anulando toda força das trevas que tem atuado através dessas facções religiosas;Finalmente, creio que devemos orar para que D-us cumpra a sua palavra e que estes dias sejam abreviados para que o Messias, o príncipe da Paz, venha sem demora. Marân Atá! Somente Ele trará e implantará a verdadeira, absoluta e a eterna paz que todos nós almejamos.

EQUANTO EXISTIR O TERROR NO MUNDO NAO HAVERA PAZ....

Aqui em Israel, e principalmente aqui no sul, estamos convencidos da nossa justa causa pela qual fomos obrigados a participar desse conflito contra o Hamas.Depois de 8 anos de ataques sem fim, direcionado a populacao civil, ataques que qualquer outro pais no mundo nao suportaria essa situacao nem 8 dias e nem 8 horas, o governo de Israel tomou finalmente a decisao: BASTA. Estou mandando aqui para voces um link a todos o videos que as Forcas de defesa israelense publicou ate agora sobre esse conflito. http://www.youtube.com/user/idfnadesk Publiquem esse link para o maior numero possivel de pessoas, com a intencao de esclarecer que nao temos nada contra o povo palestino, mas sim contra o Hamas.Esta mensagem foi enviada por ♥♥SILVIA ROSA♥♥ ♥♥FELIZ ANO NOVO♥♥ PAZ♥PAZ.Para visualizar o perfil de ♥♥SILVIA ROSA♥♥:* * *Esta mensagem foi enviada por Paulo Vale - פולוס עבד ישוע ✡.
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